BEM VINDO

Bem vindo a este espaço de divulgação dos sabores e da gastronomia que cá se faz. Sem falsos purismos ou fundamentalismos, sempre na perspectiva da pessoa humana e do equilíbrio delicado entre o saber fazer, o "sabe" e o "faz". Sabe "bem", mas o que é que "faz" ao meu corpo?
Um belo de um cozido à portuguesa, que bem que me sabe. E que tal umas refeições mais ligeiras para criar espaço para aquela sobremesa especial ou para aquele dia imperdível? Levamos até si o saber fazer e o que de melhor se cozinha por estes lados e também o que melhor vai fazer ao seu corpo.
Mande-me um e-mail para ferroni.cook@gmail.com
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terça-feira, 28 de abril de 2009

Risotto Vieiras



Ingredientes:
250g de miolo de vieiras
1 alho,
1 colher de sopa de azeite extra virgem 0,4º de acidez
1 cebola nova
2 chávenas de arroz arbório ou carnarolli
1 molho salsa
1 colher de chá de flor de sal
Um familiar amigo de um pescador, ofereceu-me um saquinho de plástico com miolo de vieiras. Tal como se fosse algo proibido e muito valioso, deu-me aquele saquinho de plástico frio e humido e disse-me que era uma especialidade. Disse para eu saltear em azeite e temperar com vinagre balsamico.
Quando vi o que era, resolvi fazer um risotto. Para uma coisa tão subtil, se usasse um azeite qualquer, corria o risco de perder aquele sabor a mar.
Daí que cozi as vieiras, retirei da água da cozedura e deixei apurar o caldo com um pouco de salsa. Reservei.
Coloquei o alho mais pequeno que lá tinha e uma colher de azeite 0,4º e outra de água no fundo de um pequeno tacho. Uma cebolinha branca, muito picadinha. Quando estavam cozinhados, retirei o alho e começei a passar pelo azeite o arroz, duas chávenas de arroz arbório, sem lavar. Quando estava envolvido no azeite, juntei um pouco de vinho branco.
Começei então a juntar o caldo das vieiras, 1 decilitro de cada vez, meio copo de água. E sempre a mexer, juntei um pouco de flor de sal portuguesa que tinha levado. Quando estava quase, juntei um bocado de mozarella ralada e um pouco de salsa picada.
Ficou maravilhoso e a saber a mar.
Acompanhámos com um vinho branco seco da casta Reisling servido muito frio

terça-feira, 24 de março de 2009

Caril de Grão-de-bico com Cuscuz


Andava a namorar esta receita n´”O livro essencial da comida vegetariana”. Foi desta. Passou da lista do “to do” para a lista do “a repetir”.

Ingredientes:
Óleo, 1 colher de sopa
Cebolas, 2 picadas
Alhos, 4 dentes
Cebolas, 1 aos gomos
Pimento vermelho, 1 às tiras
Malagueta, qb
Sal, 1 colher de chá
Curcuma ou açafrão, 1 colher de chá
Cominhos moídos, 1 colher de chá
Coentros moídos, 1 colher de chá
Pimentão, colorau, 1 colher de chá
Tomate pelado, 1 lata das grandes, 440 g
Garam massala, 1 colher de chá, se não tiver não vem mal ao mundo
Grão-de-bico em frasco, 2 latas de 400 g

Num tacho, aqueça o óleo e coloque as cebolas picadas e os alhos. Cozinhe em lume médio até ficarem macios. Junte as cebolas aos gomos e as tirinhas do pimento.
Junte a malagueta ou pimenta de caiena, o sal, o açafrão ou curcuma, o pimentão, os cominhos e os coentros. Mexa durante um minuto.
Junte o grão-de-bico. Retire o umbigo aos tomates e ponha no tacho junto com o molho da lata. Deixe cozinhar por tapado 20 minutos, ou até que os tomates se desfaçam, Junte a garam massala, rectifique os temperos e deixe estar mais 10 minutos.

Cuscuz

Para duas pessoas que comem bem,(leia-se exageradamente), 200 gramas de cuscuz e igual medida de água num pyrex com tampa para ir ao microondas. Uma colher de chá rasa de sal, tomilho e 5 minutos girar. Abri , mexi com um garfo e juntei parte do molho do grão. Mais 3 minutos e estava no ponto. Passei o garfo e servi.

O que sobrou, foi consumido no dia seguinte. Juntei tudo e foi ao microondas. Afinal, podia ter feito o cuscuz junto com o grão. Fica para a próxima.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Migas de Caldo Verde com Feijão-Frade.


Vi a receita base deste prato num jornal de distribuição gratuita. Peguei nela e dei-lhe uma volta, ficou muito agradável.
Couves em caldo verde, 1 pacote 350 gramas
Alho, 12 dentes esmagados
Azeite
Pão velho, ½ quilo
Feijão-frade, 1 frasco
Sal grosso
Pimenta
Coentros, 1 molho
Ovos, 2

Pus 2 litros de água ao lume e quando levantou fervura coloquei o caldo verde por 5 minutos. Pus algum sal. Escorri, (aproveitei a água para fazer uma bela sopa). Num tacho de barro coloquei azeite a fritar 6 dentes de alho esmurrados. Um bocadinho antes de começarem a queimar, coloquei lá o caldo verde e fui mexendo. Pus um pouco de pimenta e mexi. Lavei o feijão-frade, escorri-o e foi fazer companhia ao caldo verde. Num almofariz esmaguei os outros 6 alhos com os coentros e um fio de azeite. Numa panela à parte pus água a ferver e escalfei os ovos (3 minutos em bastante água a ferver). Tirei-os e pu-los no gelo um minuto. A água que fervia coloquei no almofariz e mexi bem. Deitei este caldo de coentros por cima do pão. E mexi com as mãos mais umas vezes. Juntei então o pão já demolhado com as migas e envolvi tudo muito bem. Empratei com os ovos.
Libertava uns odores simplesmente maravilhosos.

Acompanhei com um tinto alentejano com 3 anos.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Esparregado de Grelos


Este fim-de-semana, fiz uma novidade, pelo menos para mim, um belo de um esparregado de grelos de nabo. Ficou fantástico em termos de sabor, porém o aspecto, não, assim … , não era lá muito,digamos, fotogénico.

Grelos, 1 molho
Azeite, 4 colheres sopa
Alhos, 4 dentes
Farinha de trigo, 3 colheres sopa
Sal, q.b.
Vinagre de vinho branco, a gosto
Pimenta branca, q.b.

Comecei por lavar e escolher rigorosamente os grelos. Eliminei todos os caules mais rijos. Num tacho pus água a ferver e dei uma “entaladela” nos grelos sem esquecer o sal. Depois de 4 ou 5 minutos a ferver, escorri muito bem e deixei-os num passador a escorrer e a arrefecer até os poder picar muito finamente na tábua.
Num tacho com fundo grosso, dourei os alhos em azeite. Tirei-os e esmaguei em papa que coloquei de novo no tacho bem como os grelos. Lume no máximo, fui mexendo e adicionando a farinha.
Pimenta a gosto e um toque de vinagre que no meu caso é mais do que o habitual.

Serviu para acompanhar um bom peixe cozido.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Esparregado de espinafres "à moda do Favas"

Para quem gosta de coentros e não enjeita o vinagre

2 Embalagens de espinafres congelados
3 Fatias de pão regional sem côdea
1 molho de coentros picados
3 dentes de alho
2 folhas de louro ou uma pitada em pó
4 Colheres de sopa de Azeite
Àgua morna
1 Malagueta
Vinagre a gosto ( não usar balsâmico)

Numa panelinha, preparei os espinafres tal como vinha indicado no pacote.
Entretanto azeite no outro tacho e os alhos foram esborrachados á mão e deitados no azeite bem quente, a estalar. Coloquei a malagueta e o louro.
Coloquei então neste tacho os espinafres que fui mexendo até adquirirem os sabores do azeite.
Aí humedeci ligeiramente o pão em água quente e comecei a por pequenas porções no tacho enquanto mexia de forma a desfazer os pedacinhos de pão. Pão e mãos-cheias de Coentros entretanto picados. Como estava um pouco seco, juntei uns bocadinhos de água.
Finalmente, ao retirar do fogo, um golpe de vinagre e uma ultima mexidela.

Puré de courgettes

Esta receita pertence ao grupo restrito das imperdíveis.
Experimente e vai saber porquê!

3 a 4 Colheres de sopa de azeite.
1 Cebola de tamanho médio (150 a 200 gramas) às rodelas.
2 Dentes de alho.
1 Quilo de Courgettes com casca às rodelas.
2 a 3 Colheres de sopa de farinha de trigo.
1 Colher de sopa de orégãos
1/2 molho de coentros frescos picados finamente

Operação:

Refogue a cebola e o alho ligeiramente e em lume baixo.
Adicione no tacho a courgette. Tape e deixe cozer. Vá vendo quando está macio.
Ponha o sal.
Aí junte 2 colheres de farinha, mexa e deixe cozer por uns 2 ou 3 minutos.
Nesta altura faça uso da varinha mágica e transforme tudo num belo puré.
Se estiver muito mole, junte mais uma colher sopa de farinha e ponha mais um pouco ao lume, mexendo para não pegar.
Coloque agora os coentros picados e os orégãos
Prove e acerte o sal e a pimenta.

Caso queira pode colocar um pouco de queijo por cima e levar ao lume a gratinar.

Baseada numa receita de Joana Mayer