BEM VINDO

Bem vindo a este espaço de divulgação dos sabores e da gastronomia que cá se faz. Sem falsos purismos ou fundamentalismos, sempre na perspectiva da pessoa humana e do equilíbrio delicado entre o saber fazer, o "sabe" e o "faz". Sabe "bem", mas o que é que "faz" ao meu corpo?
Um belo de um cozido à portuguesa, que bem que me sabe. E que tal umas refeições mais ligeiras para criar espaço para aquela sobremesa especial ou para aquele dia imperdível? Levamos até si o saber fazer e o que de melhor se cozinha por estes lados e também o que melhor vai fazer ao seu corpo.
Mande-me um e-mail para ferroni.cook@gmail.com

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Mousse de requeijão de Seia com calda de amoras e framboesas




É a sobremesa ideal para um dia diferente, especialmente para quem anda desavindo com a balança.
Mas vale pela profundidade dos sabores e pela boa surpresa que causa.

Ingredientes:

Para a mousse:

3 requeijões(750gramas) bem frios
40g de açúcar mascavado biológico do mais escuro
1/2 limão, aproveitar o sumo


Para a calda:

125 gramas de amoras
125 gramas de framboesas
75 de açúcar mascavado
4 a 5 colheres de sopa de água


Para a mousse:
Ponha tudo no frio ou até mesmo no congelador, bata na máquina dos bolos e volte a por no frio.Eu usei o congelador.

Para a calda:
Num tachinho junte todos os ingredientes e vá mexendo. Depois de levantar fervura, conte 20 minutos.Se precisar junte mais uma ou duas colheres de água
Pode juntar um golinho de Porto.

Sirva a mousse e cubra com a calda.Se a calda estiver sólida,aqueça-a um pouco.

Pode usar copos de caipirinha e colocar a mousse e a calda e arrefecer tudo em conjunto, fica fantástico. Acho que é a melhor forma de servir esta sobremesa.

Penne al Vongole ou Amêijoas com esparguete


Quem diria que juntar amêijoas a esparguete daria um excelente prato e ainda por cima de baixas calorias. Esta receita é inspirada numa do livro "as receitas favoritas de Oprah" e segundo dizem é uma das suas preferidas.
Eu acrescentei-lhe mexilhões e ficou muito bom

Ingredientes para 6 alarves:
250gramas, 1/2 pacote de esparguete
100 ml de vinho branco,1/2 copo
50 ml de água, 4 colheres de sopa
2 cebolas novas picadas
3 dentes de alho esmagados no almofariz com coentros e sal grosso
1 quilo de amêijoas
500 gramas de mexilhão
soro que escorreu de um requeijão
2 colheres de chá bem cheias de maizena(dissolva em igual volume de água)
4 colheres de sopa de parmesão ou queijo da ilha ralado
1 molho de coentros
Oregãos qb
Pimenta branca qb
Pimenta de Caiena qb

Num wok, coloquei o vinho, a água, as cebolas picadinhas muito finas e o alho. Deixei ferver e juntei as ameijoas, baixando o lume. Entretanto as amêijoas abriram e reservei-as tapadas. Entretanto fui cozendo o esparguete numa panela e os mexilhões noutra. Àquele caldo adicionei o soro do leite e a maizena. E fui mexendo. Como ganhou grumos, fui buscar a varinha mágica e dei-lhe uso. Juntei o resto dos condimentos, escorri os mexilhões e a massa e juntei tudo no wok. Esperei uns cinco minutos e piquei mais uns coentros e servi.

Se procurar sabores mais fortes, junto com a maizena, junte-lhe duas ou três colheres de caldo de marisco instantâneo.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Sir Paul McCartney apela à dieta vegetariana

Ex-Beatle lidera campanha ambiental.

Vera Valadas Ferreira | vferreira@destak.pt

Vegetariano assumido, Paul McCartney lidera uma campanha internacional que recomenda a renúncia ao consumo de carne pelo menos um dia por semana, de modo a combater a alteração climática.

Meat Free Monday (Segundas-feiras Sem Carne) é o lema da iniciativa divulgada pelo ex-beatle e as suas filhas Stella e Mary. Só assumindo uma dieta vegetariana poder-se-á reduzir a emissão de gases estufa que contribuem significativamente para o perigoso aquecimento global.

O impacto no meio ambiente dos animais destinados à alimentação humana, nomeadamente através da destruição de zonas florestais devido à necessidade de pastoreio, preocupa os ecologistas.

Além disso, sabe-se que o gado bovino é responsável por 18% das emissões de gases estufa, por contraste com os 13% resultantes dos meios de transporte.

Nesta sua batalha, o clã McCartney já conseguiu o apoio de gente do espectáculo, como os actores Kevin Spacey e Woody Harrelson, os músicos Chris Martin e Sheryl Crow, e o empresário Richard Branson.

«Se não nos preocuparmos com a alteração climática deixaremos de herança aos nossos filhos e aos filhos destes um problema gravíssimo», frisou o músico britânico.

Reproduzido do Jornal Destak

domingo, 7 de junho de 2009

Tiramisu de Morango


Sou um fã incontestável do Tiramisu e muito particularmente do toque inconfundível que o queijo mascarpone deixa em tudo o que toca. Assim, tipo Midas, mas em versão saborosíssima

Um destes dias decidi fazer um tiramisu de morangos e após ter ouvido falar o nosso primeiro-ministro, pensei que o Mascarpone era demasiado caro e que poderia ser substituído por outro produto mais barato.

Depois de ver, consultar e andar a navegar por vários sites e blogs, saiu o que se segue:


Ingredientes:

750 gramas de Morangos bem maduros
250 gramas de Queijo fresco
150 gramas de açúcar
200 ml de natas
1 embalagem de savoiardis ou palitos de lá Reine
1 colher de sopa de Vinho do Porto branco

Como fazer:

Para embeber os palitos, no liquidificador:
250 gramas de morangos são picados com 75 g de açúcar e 100 ml de água. Juntei o Vinho do Porto.
Pus numa taça para ir embeber os palitos.

Para o creme: No liquidificador, piquei 250 gramas de morangos até estar em puré.
Na batedeira, bati o queijo e 75 gramas de açúcar. Juntei aos morangos picados.
Bati então as natas e misturei.

Demolhei os palitos e comecei por por uma camada no fundo de um pyrex. Salpiquei com o líquido de molhar. barrei com o creme e cortei 250 gramas de morangos às rodelas. Pus mais uma camada de palitos que entretanto molhei e cobri com o creme.

Tapei com plástico transparente e deixei de um dia para o outro no frio.

Et Voilá

domingo, 31 de maio de 2009

Agricultura biológica ao alcance de todos



Já pensou em ter na varanda uma parte importante do que precisa para se alimentar?

Veja o espaço destes nossos amigos. Vale a pena!

sábado, 30 de maio de 2009

Bolo de fubá


Once upon a time, que é como quem diz, ou melhor, como quem posta, era uma vez um bolinho de fubá que era um regalo. A nossa amiga orgulha-se muito dele e eu levei-o pelos caminhos da má vida, até lhe dei alcoól.
http://tombazana-tombazana.blogspot.com/2009/05/bolo-de-fuba.html
Vai daí o cozinheiro, pegou nele, esquartejou-o, cortou-o literalmente ao meio e recheou-o de chocolate. E como se não bastasse, cobriu-o também de chocolate.

uma receita provada e comprovada...e a opinião é *****.

Ingredientes:

5 ovos inteiros
1 copo de leite de coco
1 pacote de natas 200 ml (os mais peq)
3 colheres de sopa bem cheias, de manteiga (mesmo manteiga)
2 1\2 chav. de açúcar amarelo
2 chav. de chá de farinha de milho (fubá de milho)
1 chav. de chá de farinha de arroz
1 colher de chá de pó royal

Preparação: Muiiiiiiito simples

Bater tudo no copo liquidificador.

Vai ao forno pré-aquecido a 180º, em forma untada e polvilhada, durante 40 minutos.

Eu faço num tabuleiro...daí a foto.

Podemos substituir:

As natas por 1 yogurte natural...já testei e fica muito bom tb.

A manteiga por meia cháv. de chá de azeite...o bolo fica mais compacto, mas igualmente bom.

O coco por um copo de sumo de laranja...muito bom tb.

Para terminar...vai uma caminhada no paredão p'ra mandar abaixo essas calorias!

E eu acrescento, duas subidas à magnifica Serra de Sintra e sem passar na Periquita.

A cobertura foi feita com chocolate em tablete, água, natas, baunilha e canela. AÁh e um shot de Vinho do Porto.

Acho que o bolo se deverá de chamar, bolo de milho à moda do treta, perdão do tetra.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Insalata Caprese



Os nossos "amici" italianos têm por hábito fazer uma salada a que chamam "caprese" (à moda de Capri) em que alternam cinco fatias de tomate com cinco fatias de queijo Muzarella de búfala.
Regam-na depois com molho pesto, feito tal como manda a tradição.

Por cá eu faço esta salada com tomate que não esteve no frigorífico para manter o paladar, Mozarella italiana de búfala que até pode ser light e faço um pesto à portuguesa. E salpico com oregãos secos.

Acompanho com alface temperada com azeite e flor de sal.

Vale a pena experimentar porque os olhos também comem e o termómetro teima em subir.

Tofu salteado com cogumelos e espinafres



Este prato começou com uma ideia, passou a uma busca na net e encontrei uma base no blog da Gasparzinha que diz que este é o prato ideal para quem apreciar tofu pela primeira vez.
Como é habitual, fiz as minhas alterações e o resultado final agradou aos meus clientes, agradou-me imenso a mim bem como cá em casa.

Ingredientes
Para 2 pessoas:
260 gramas de tofu
1 cebola nova
250 gramas de cogumelos brancos laminados
2 colheres de sopa de molho de soja
1 colher de sopa de vinagre balsâmico
1 colher de sopa de mel
1 colher de sopa de maisena
1 colher de sopa de óleo de sésamo
3 colheres de sopa de óleo de amendoim
2 colheres de sopa de gengibre em pó
3 dentes de alho esmagados
250 gramas de espinafres
½ malagueta
Flor de sal
Modus operandis:
Comecei de véspera por cortar o tofu aos cubos e mariná-lo com molho de soja, vinagre, mel, farinha, óleo de sésamo e a minha ½ malagueta.
No dia, escorri o tofu da marinada que reservei. No wok pus o óleo de amendoim e passei um alho no mesmo. Deixei amolecer no mesmo a cebola às rodelas muito finas. Salteei então o tofu tendo o cuidado de o ir voltando com uma pinça de uma forma muito organizada..
Quando estava, retirei-o, guardei-o no quente e salteei então os cogumelos em óleo com a ajuda do gengibre e de outro alho. Juntei os espinafres e fui volteando a coisa. Despejei a marinada e passados uns minutos, fui buscar o tofu e juntei tudo. Coloquei umas pitadas de flor de sal.
Acompanhei com uma excelente companhia, basmati e um vinho rosé fresquíssimo

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Capela sistina em versão Philip M


Não sei quem é o autor, mas "tá" lindo.
U m "tromp l' oeil", fabuloso

domingo, 17 de maio de 2009

Tempeh com Pleurotus

Comprei à já algum tempo um frasco de tempeh, que é uma tablete de grãos de soja, que foram sujeitos ao tratamento por um fungo, normalmente, presente nas raízes da soja. Tem um sabor a nozes, estranho para nós ocidentais, porém considerado na Indonésia, verdadeiro manjar dos deuses.


Ingredientes,

1 Frasco de tempeh da Provida
1 Cuvete de cogumelos pleurotus
Para marinar e saltear:
Azeite, duas colheres de sopa
Louro em pó, uma pitada
Cebolas, duas às tiras finíssimas
Dentes de alho, dois esmagados
Vinho branco
Para estufar:
Vinho do Porto, usei branco mas pode ser outro qualquer
Natas de soja
Flor de sal
Para decorar:
Cebolinho ou salsa ou coentro
Marinei de véspera, Coloquei o azeite na frigideira com a cebola, juntei o alho. Antes que escurecessem, retirei e reservei.
Pus o tempeh e deixei saltear em lume vivo. Juntei os cogumelos e quando estavam a ficar escurinhos, juntei a cebola e os alhos. Duas voltas e deitei-lhes o liquído da marinada.
Dois golos de Vinho do Porto e quando os cheiros invadiam toda a cozinha, juntei as natas de soja.
Passados dez minutos, empratei e com a tesoura piquei o cebolinho e pus por cima.


Acompanhei com arroz basmati

domingo, 10 de maio de 2009

Um involtini ou uns canelones de beringela


Comecei por pegar numa receita da colunável colunista Nigella Lawson que tinha decidido fazer, tim-tim por tim-tim. Juntei os ingredientes e vai daí o sol que entrava a jorros pela janela da cozinha fez das suas e foi um “abardinar”* na receita da Senhora que alguns chamam a rainha do food-porn. Mas o resultado foi fabuloso e muito mais mediterrânico que a proposta que lhe serviu de base.

Ingredientes:

3 beringelas fatiadas ao alto com 2 mm de espessura

Azeite Extra Virgem para fritar as beringelas e para o recheio

2 alhos cortados fininhos

200 gramas de queijo feta em pedacinhos

1 queijo fresco médio

Azeitonas às rodelas

Cubinhos de pão torrado Crotons

Salsa picada

Flor de Sal

Pimenta branca

Comecei por fatiar as beringelas e colocá-las no sal para escorrerem. Passei-as por água e sequei. Foram a fritar em azeite. Voltaram o papel de cozinha para retirar o excesso de gordura.
Numa tigela amassei tudo o resto com umas duas colheres de azeite.
Enrolei as beringelas, uma a uma com uma colher de sopa deste recheio.
Prendi com um palito e levei ao forno a gratinar num tabuleiro com um pouco de azeite no fundo.
Alguns cobri com molho de tomate.


Acompanhei com arroz basmati.

*Abardinar – v.i. (lat. abardinare). 1) Fenómeno inexplicável que leva a aparições do DL*; 2) programa paralelo de aparições inesperadas movidas por energias inexplicáveis.


sexta-feira, 8 de maio de 2009

Seitan à “Gomes de Sá”

Já andava há tempos a magicar fazer este prato.
Foi desta, só que me esqueci das fotos, fica para a próxima(belo pretexto para fazer de novo).
Comecei por fazer o seitan, 500g de farinha de glúten de trigo, 100 g de farinha de trigo integral e 600 ml de água. Estufe em caldo de legumes por hora e meia. Se não estiver “pra” isto, compre ½ quilo de seitan já pronto.
Ingredientes: 4 a 6 pessoas
500g de Seitan fatiado fininho
500g de Batata aos cubos ou às rodelas
3 Cebolas às rodelas finas
2 dentes de alho rodelas
1 folha de Louro
2 Ovos cozidos e fatiados
Azeite extra virgem
Azeitonas pretas
Sal
Pimenta branca
Salsa picada
Pimento vermelho assado nem que seja no bico do fogão, umas tirinhas.
Enquanto as batatas e os ovos cozem, as cebolas e os dentes de alho vão a alourar numa frigideira na companhia do “sobra sempre”, o louro. Retire e reserve.
Aloure o Seitan. Retire e reserve.
Aloure as batatas depois de cozidas. Quando estiverem junte as cebolas, os alhos e o seitan. Junte o pimento se tiver. Tempere de azeite, sal e pimenta.
Leve ao forno aí uns 10 a 15 minutos.
Retire do forno e coloque as azeitonas, o ovo às fatias e a salsa picada.

terça-feira, 28 de abril de 2009

O meu primeiro Ragú italiano



Já por inúmeras vezes fiz ragus, molhos de tomate, para acompanhar massas, normalmente esparguete. Mas este foi o primeiro que fiz em Itália com ingredientes italianos.Comecei por aromatizar azeite com alho. Com o lume muito baixo, no mínimo e no bico mais pequeno do fogão, coloquei umas 3 ou 4 colheres de azeite e uns 4 alhos esborrachados.Passado um bocado e antes que os alhos acastanhassem, retirei-os e coloquei uma embalagem de panceta (bacon aos cubinhos). Coloquei uma cebola branca cortada em espuma, muito fininha, mantive o lume baixo por mais uns 10 minutos e esborrachei os alhos. Coloquei um quilo de tomate que entretanto pelara e cortara aos bocados, sem sementes, uma colher de sopa de açúcar e os nossos alhos, levantei um pouco o lume e deixei fervilhar. Passados que eram mais 10 minutos, baixei o lume e ficou a apurar durante uma hora novamente em lume muito baixo, de vez em quando dava-lhe uma mexidela. Temperei com sal, orégãos e pimenta.Cozi a pasta e ao escorrer, guardei uma chávena de água da cozedura que juntei ao ragú.Entretanto lavei rúcula e fiz uma salada para acompanhar.

Risotto Vieiras



Ingredientes:
250g de miolo de vieiras
1 alho,
1 colher de sopa de azeite extra virgem 0,4º de acidez
1 cebola nova
2 chávenas de arroz arbório ou carnarolli
1 molho salsa
1 colher de chá de flor de sal
Um familiar amigo de um pescador, ofereceu-me um saquinho de plástico com miolo de vieiras. Tal como se fosse algo proibido e muito valioso, deu-me aquele saquinho de plástico frio e humido e disse-me que era uma especialidade. Disse para eu saltear em azeite e temperar com vinagre balsamico.
Quando vi o que era, resolvi fazer um risotto. Para uma coisa tão subtil, se usasse um azeite qualquer, corria o risco de perder aquele sabor a mar.
Daí que cozi as vieiras, retirei da água da cozedura e deixei apurar o caldo com um pouco de salsa. Reservei.
Coloquei o alho mais pequeno que lá tinha e uma colher de azeite 0,4º e outra de água no fundo de um pequeno tacho. Uma cebolinha branca, muito picadinha. Quando estavam cozinhados, retirei o alho e começei a passar pelo azeite o arroz, duas chávenas de arroz arbório, sem lavar. Quando estava envolvido no azeite, juntei um pouco de vinho branco.
Começei então a juntar o caldo das vieiras, 1 decilitro de cada vez, meio copo de água. E sempre a mexer, juntei um pouco de flor de sal portuguesa que tinha levado. Quando estava quase, juntei um bocado de mozarella ralada e um pouco de salsa picada.
Ficou maravilhoso e a saber a mar.
Acompanhámos com um vinho branco seco da casta Reisling servido muito frio

O Segredo, finalmente desvendado!



Após esta estadia em Itália, estou em condições de finalmente e em primeira-mão revelar o segredo mais bem guardado da culinária dos últimos séculos, a saber a que se devem os sabores exclusivos e tão aclamados da culinária italiana.
Jamie Oliver, o mais mediático dos chefes deste continente, diz que deveria ter nascido italiano e que quando lá está se sente italiano. Eu subscrevo esta sua expressão e posso adiantar que vi na região do Veneto, uma brasileira ganhar um concurso de gastronomia com uma simples feijoada de choco. Simples mas feita com chocos capturados a 200 metros do local onde foram cozinhados, é este o segredo, ingredientes de grande qualidade, de preferência biológicos e cozinhados da forma mais simples possível.
Tive o privilégio de ser recebido numa antiga cabana de pescadores feita de colmo, onde comi uns peixinhos fritos apenas numa polme de farinha. Deliciosos. Tinham sido acabados de apanhar a uns cinquenta metros de distância, numa lagoa de água salobra. Simples, mais simples, não há. De elevado, apenas o cuidado posto na sua confecção, no ponto e a hospitalidade que foi demonstrada por quem nunca se tinha visto mas a quem se tinha aberto as portas da mesa familiar e o coração. Onde ontem ardia o fogo, outrora ardeu o fogo acesso pelos avós e bisavós daquela família e sentia-se esses pesos de uma forma inequívoca. Era tradição, era cultura e a vontade de partilhar num gesto de grande genuinidade e autenticidade.
Por outro lado, não há revista de moda que não apresente soluções gastronómicas, normalmente simples, sendo assim a culinária elevada ao nível da alta-costura. Nos prospectos de promoção turística da belíssima cidade de Treviso, uma das fotos que aparece a par de outras que evocam a história é a de uma planta que dá pelo nome de Radichio e que é simplesmente linda e apetitosa.
Nas bancas dos mercados de qualquer aldeia da região do Veneto ou do Friuli, os produtos gastronómicos (não me atrevo a chamá-los de forma menos relevante) são expostos como se de alta ourivesaria se tratassem, não existindo numa alface uma única folha em más condições ou numa batata um grão de terra. O peixe e os frutos do mar brilham como se quisessem saltar para as nossas mãos.
Um pacote de leite magro de longa duração liberta um odor maravilhoso e perdoem-me as nossas vacas mas por vezes deito fora leite desse aqui em Portugal, dado exalar um cheiro mais do que duvidoso.

terça-feira, 24 de março de 2009

Caril de Grão-de-bico com Cuscuz


Andava a namorar esta receita n´”O livro essencial da comida vegetariana”. Foi desta. Passou da lista do “to do” para a lista do “a repetir”.

Ingredientes:
Óleo, 1 colher de sopa
Cebolas, 2 picadas
Alhos, 4 dentes
Cebolas, 1 aos gomos
Pimento vermelho, 1 às tiras
Malagueta, qb
Sal, 1 colher de chá
Curcuma ou açafrão, 1 colher de chá
Cominhos moídos, 1 colher de chá
Coentros moídos, 1 colher de chá
Pimentão, colorau, 1 colher de chá
Tomate pelado, 1 lata das grandes, 440 g
Garam massala, 1 colher de chá, se não tiver não vem mal ao mundo
Grão-de-bico em frasco, 2 latas de 400 g

Num tacho, aqueça o óleo e coloque as cebolas picadas e os alhos. Cozinhe em lume médio até ficarem macios. Junte as cebolas aos gomos e as tirinhas do pimento.
Junte a malagueta ou pimenta de caiena, o sal, o açafrão ou curcuma, o pimentão, os cominhos e os coentros. Mexa durante um minuto.
Junte o grão-de-bico. Retire o umbigo aos tomates e ponha no tacho junto com o molho da lata. Deixe cozinhar por tapado 20 minutos, ou até que os tomates se desfaçam, Junte a garam massala, rectifique os temperos e deixe estar mais 10 minutos.

Cuscuz

Para duas pessoas que comem bem,(leia-se exageradamente), 200 gramas de cuscuz e igual medida de água num pyrex com tampa para ir ao microondas. Uma colher de chá rasa de sal, tomilho e 5 minutos girar. Abri , mexi com um garfo e juntei parte do molho do grão. Mais 3 minutos e estava no ponto. Passei o garfo e servi.

O que sobrou, foi consumido no dia seguinte. Juntei tudo e foi ao microondas. Afinal, podia ter feito o cuscuz junto com o grão. Fica para a próxima.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Bolo de Cenoura com cobertura de chocolate


Este é um daqueles bolinhos de bebé. Simples e gostoso tal como as coisas boas da vida. Excelente para crianças. Se quiser sofisticar o momento, então cubra com chocolate.
Pense em fazer dose dupla, sempre é mais satisfatório…

3 chávenas de cenoura crua picada na 1,2,3 ou ralada à lá mano
2 chávenas de farinha de trigo
2 colheres de chá de fermento em pó (royal)
1 colher chá de Sal
1 c. chá de canela em pó
2 chávenas de açúcar amarelo
1 chávena de óleo
4 ovos biológicos


Numa tigela misture a farinha, o fermento, o sal e a canela.
Noutra tigela misture o açúcar, o óleo e os ovos. Junte as duas e adicione 3 chávenas de cenoura crua picada no 1,2,3. Se quiser adicione também 1 chávena de nozes picadas.

Deite numa forma rectangular untada e enfarinhada e leve a cozer em forno médio, 180º, durante 40 minutos.
Depois de desenformado e frio cubra com um creme de chocolate feito com:

½ lata de leite condensado
200g de chocolate para culinária
2 colheres de sopa de manteiga
2 colheres de sopa de água ou leite quente.

Derreta o chocolate junto com a agua no mínimo do microondas e mexa, junte a manteiga e mexa de novo. Junte o leite condensado e continue a mexer até ficar bonito e ou se fartar. Aplique a cobertura.

Bolachinhas de Flocos de Aveia com Pedaços de Chocolate


Receita base para cerca de 36

1 chávena de farinha
½ fermento em pó (royal)
1 + ¼ chávena de flocos de aveia
1 chávena de açúcar amarelo
½ chávena de nozes (se quiser)
½ chávena de pedacinhos de chocolate
½ colher de baunilha

Misturar o açúcar com a manteiga e bater bem até formar um creme.
Juntar 1 ovo e a baunilha e continue a mexer.
Adicione os flocos e a farinha e por fim o chocolate. Com uma faca, retirei lascas da tablete.
Colocar num tabuleiro untado e enfarinhado em forno médio durante 8 minutos.
Não colocar o tabuleiro muito em baixo para não queimar

terça-feira, 10 de março de 2009

Peru com molho de soja


Ingredientes

Peru, 3 peitos, 1 quilo
Vinho branco ½ copo
Limão, 1

Óleo de Amendoim, 3 colheres de sopa
Pimento, ½
Cebola, 2
Cenoura, 2

Molho de Soja, 4 colheres de sopa
Maisena, 1,5 colher de sopa
Vinho do Porto, 2 colheres de sopa
Ketchup, 2 colheres de sopa
Açúcar amarelo, 1 colher de sopa

A operação, iniciou-se de véspera, os peitos de peru, foram fatiados e cortados às tirinhas, tipo strogonoff. E colocados a marinar no frigorifico, em molho de limão e vinho branco.

No dia D, comecei por saltear em óleo. Óleo para não adicionar mais um sabor, neste caso o azeite ao prato. Comecei por saltear em óleo, o pimento às rodelas, as cenouras aos palitos e a cebola às meias luas. Reservei e no mesmo óleo, fritei o peru. Entretanto, misturei a marinada com os últimos componentes da lista. Bati bem para desfazer a maizena.
Quando a carne estava frita, retirei e coloquei a marinada na frigideira. Deixei cozinhar, tive de colocar mais um pouco de maizena e ketchup.
Voltei a por a carne na frigideira. Coloquei um toquezinho de sal apenas. Mexi, mais uma volta mais uma viagem.
Empratei com os legumes em separado e arroz.
Acho que deveria de ter feito mais quantidade de legumes.

Deu para 4 doses bem servidas e repetidas

domingo, 8 de março de 2009

Risotto rápido de Cogumelos com Abóbora

1 sopa instantânea de cogumelos.
1 cebola
3 alhos
3 colheres de sopa de Azeite Virgem
250 gramas de arroz carolino biológico da Herdade de Carvalhoso

100 gramas de abóbora Gila
1 lata de 370 gramas de cogumelos em conserva
2 colheres de sopa de farinha de trigo.
100 ml de leite de soja
1 pacote de natas de soja.
1 colher de sopa de mostarda, se tiver de Dijon, melhor.
Pimenta e sal a gosto

Com o aproximar da hora do jantar apeteceu-me qualquer coisa de diferente, assim saiu um risotto de conserva, eu explico e peço desde já a vossa compreensão:

Comecei por fazer uma sopa de cogumelos instantânea, 75 cl de creme de cogumelos. Entretanto, pus meia cebola e um alho picado finamente a dourar numa colher de azeite dentro de uma caçarola. Juntei o arroz e comecei a envolver até estar brilhante.
Então, comecei a juntar o caldo aos poucos. E sempre a mexer.

Pús a cozer no microondas uns bocadinhos de abóbora que desfiz em cima da tábua com a ajuda de um garfo. Juntei ao arroz. Acrescentei mais caldo e fui mexendo para não agarrar ao fundo. São prái uns 18 minutos sempre a mexer.

Numa frigideira, pús a refogar a outra metade da cebola picada e os dois alhos em azeite. Juntei os cogumelos que antes tinha laminado. Quando estavam bronzeados, juntei duas colheres de farinha de trigo. E deixei torrar a farinha. Juntei uma colher de mostarda de Dijon, o leite e passado um bocado, as natas. Temperei de sal e pimenta.

Entretanto tinha esgotado o caldo e tive de lhe por um bocadinho mais de água, fervi-a e só ai a coloquei dentro da caçarola. Se tivesse deitado água fria, o arroz ficaria definitivamente rijo e intragável.
Nessa altura juntei uns raminhos de salsa italiana, comprada pela manhã na feira biológica do Príncipe Real.
Pensei em juntar os cogumelos ao arroz, mas como a caçarola estava cheia, preferi servir em separado.

O odor da salsa espalhou-se deliciosamente pela casa e posso mesmo dizer que estava melhor do que qualquer optimista poderia esperar.